Editorial – vol. 7 n. 1

A divisão do tempo em presente, passado e futuro deixa-me inquieta, uma vez que o passado foi presente e o futuro terá o seu presente. Por essa ótica, parece-me que o absoluto é o presente. Assim pensando, folheei duas revistas, editadas em momentos diferentes: Le Figaro Beaux Arts (sem data – Hors-série) e Beaux Arts (janeiro de 2017). Ambas presentificam os desenhos pré-históricos em cavernas da Espanha e da França, questionando a existência de uma arte pré-histórica. Le Figaro Beaux Arts (s. d., p. 96) enuncia “je ne suis pashostile a l’idée qu’il y ait eu dans ce si magessoignée sun véritable plaisir plastique, um art pour l’art”. A outra, Beaux Arts (jan. de 2017), questiona se “Existe-il um art prehistorique?”. O enunciado seguinte busca esclarecer o referido questionamento: “depuis les premières découvertes d’art parietal. Le sujet fait debat: nos acêntre son-tils créé ces chefs-d’ouvrepour célebrer desrites chamaniques ou comme artistes em quête de béaute?”. O meu questionamento insere-se no enunciado da p. 105 da Beaux Arts (jan. de 2017): “Um art ‘inventé’ au XXe Siecle”. Por estes enunciados, presumo que tais questionamentos caibam na Revista Poéticas Visuais – Portal das Poéticas Visuais, ressaltando que os questionamentos das edições das revistas aqui citadas nada mais fazem do que discutir “o que é arte”, que se funde nos presentes. Nelyse Salzedas

Nelyse Salzedas
Editora Científica da Revista Poéticas Visuais. Líder do Grupo de Pesquisa Texto e Imagem do CNPq

 

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