Editorial 1

Não é verdade ser o pas­sado um morto, pois todas as vezes que mergulhamos no tempo, ele ressurge, re­vive com mais intensidade pelo fluxo veemente de nossa memória.

O passado não se revela a uma foto que pode ser “roída” pelo tempo, reduzindo-o a uma poeira. A memória, a emoção, as lembranças, o conhecimento enriquecido tolhem-no, bloqueiam-no.

Alguns escritores tentaram re­vivê-lo através da escritura (Machado, Graciliano etc.). Nós – o Grupo Vivo de Poéticas Visuais – vamos, agora, dedilhá-lo através, também, da escritura, um misto de linguagem plástica e visual, pelo viés de uma revista, que obliquamente, marcará o tempo das defesas e publica­ções.

Esperamos que ela seja, pelo elo, um estímulo à pesquisa e consulta, e passe a ser utilizada pelo presente; pois nós somos a soma do ontem e do hoje, e o futuro, o resultado.

Nelyse Apparecida Melro Salzedas
Editora Científica

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