Arquivo por Autor

Federico Fellini, entre crítica e nostalgia

Mariarosaria Fabris

RESUMO

Embora grande parte do estresse críticos sobre o caráter autobiográfico da maioria de suas obras – porque dominada pela memória, muitas vezes tingido com nostalgia – Fellini não concordou e disse: “Eu inventei quase tudo: a infância, uma personalidade, anseios, sonhos, lembranças , pelo prazer de narrá-los.
Foi na invenção, fantasia e não apenas na realidade, portanto, a base para os filmes de Fellini, mesmo aqueles em que a experiência parecia emergir com mais força ou a fase inicial de sua carreira, desenvolveu à sombra do neo-realismo.

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Nas mãos de mestres, a pena e o nanquim

Márcia Aparecida Barbosa Vianna

RESUMO

As palavras e os sinais falando sobre Memórias póstumas de Brás Cubas. Portinari, leitor do texto machadiano. Apenas uma idéia de dois textos, onde você pode ver o visível e o invisível no texto e na ilustração. A comunicação entre a palavra e a imagem.

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Modernistas contra acadêmicos? A pintura de Hugo Adami

Ivana Soares Paim

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo explicar a confusão que alguns críticos de arte fazem ao falar sobre as obras de arte brasileira produzida em São Paulo, entre o final do século XIX e início do XXI. Os críticos tendem a chamar de arte acadêmica, desconsiderando o fato de que foi por muito influenciada pelas tendências realista e naturalista. Para deixar claro que essas obras de arte tinham muito mais de traços realistas, especialmente Italianones, as pinturas Hugo Adami foram usadas neste estudo, pois suas obras de arte podem ser colocadas em uma linha de transição entre o Realismo / Naturalismo do final do século XIX e o modernismo do início do seguinte.

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Pedagogia holística e os multimeios: uma relação que auxilia e propõe um novo olhar sobre a arte.

Giselle Anzini da Costa

RESUMO

Este artigo visa privilegiar a investigação da sinergia entre os professores, material multimídia e os alunos do jardim de infância no ensino de matemática elementar na sala de aula (que pode ser uma matriz aplicável a todos os outros níveis de ensino). Propõe aspectos relacionais desta investigação para construir, corroborar e fazer cumprir as propostas de modelo de Pedagogia Holística, reformulando os materiais utilizados pelo professor através da (re) construção da pedagogia da escola, criando uma nova arte de ensino, um novo paradigma na educação.

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Storytelling: a arte da obra solitária do artista inspirado à obra dos artistas interconectados na web

Adenil Alfeu Domingos

RESUMO

Cada objeto da natureza “fala” ao homem; diz-lhe uma história. Uma obra de arte, sendo um objeto produzido por uma mente humana, conta uma história mítica e ideológica em termos barthesianos. Uma pintura como a Guernica é uma cena narrativa, que revela um agora que aponta para um antes e depois do narrado. A cena narrada ainda existe na arte abstrata, em que as tintas se tornam personagens, ocupando espaço e tempo. O pintor, portanto, não deixa de ser um criador de histórias. Este artigo visa mais longe: demonstrar como a pintura não é mais uma cena congelada, em um apoio tradicional, mas um objeto em movimento em uma tela é um modo interativo de produzir a arte de contar histórias na web.

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Editorial – vol. 8 n. 1

Editorial – vol. 8 n. 1

O espelho, como reflexo silencioso da imagem, pode ser visto na arte verbal e plástica. Também pode ser vista a arte verbal funcionando como espelho, função essa chamada por Gandelman (1980) de papier-miroir. Abona-se aquele autor em obras de Proust e Kafka, aproximando-as do desenho e estudando a proximidade da letra e suas metamorfoses em imagens, de suas metamorfoses em corpos desenhados.

Reforça a proposta de Gandelman o dizer de “Hommens regardez – vous dans le papier!”. Segundo ele, letra do papel metamorfoseia-se em imagens silenciosas do corpo; o corpo, em fisionomia; a fisionomia do texto naquela do próprio escritor, uma vez que um escritor que se propõe a re-apresentar o mundo com suas paisagens, personagens, sociedade acaba por descobrir em cada palavra, frase, traço, linha, a sua própria fisionomia, o seu visage.

Outra ponderação de Gandelman a ser considerada é a relação Moi, Je, Miroir. Assim sendo, vê-se que o moi que não é o je; o Moi, para construir-se, tem a necessidade de transformar o papel projetado em miroir, fazendo com que o escritor se espelhe em suas palavras que se tornam imagens. Pelo visto, o olhar no texto, que já pode ser visto como espelho, torna-se tátil, e cria uma dimensão ótica-tátil, pictural-verbal ou verbal-pictural. Assim sendo, o mundo silencioso de Beethoven torna-se um miroir pelas suas notas musicais; os retratos de Van Gogh tornam-se um espelho silencioso pelas suas pinceladas; e Graciliano Ramos em “Vidas Secas” constrói um ritmo sonoro através do silêncio do texto. E a nação brasileira também constrói o seu miroir através do grito silencioso da sua arte: a “Mulher que Chora Pedra” em Portinari.

Nelyse Salzedas
Editora Científica da Revista Poéticas Visuais. Líder do Grupo de Pesquisa Texto e Imagem do CNPq

 

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Editorial 1

Não é verdade ser o pas­sado um morto, pois todas as vezes que mergulhamos no tempo, ele ressurge, re­vive com mais intensidade pelo fluxo veemente de nossa memória.

O passado não se revela a uma foto que pode ser “roída” pelo tempo, reduzindo-o a uma poeira. A memória, a emoção, as lembranças, o conhecimento enriquecido tolhem-no, bloqueiam-no.

Alguns escritores tentaram re­vivê-lo através da escritura (Machado, Graciliano etc.). Nós – o Grupo Vivo de Poéticas Visuais – vamos, agora, dedilhá-lo através, também, da escritura, um misto de linguagem plástica e visual, pelo viés de uma revista, que obliquamente, marcará o tempo das defesas e publica­ções.

Esperamos que ela seja, pelo elo, um estímulo à pesquisa e consulta, e passe a ser utilizada pelo presente; pois nós somos a soma do ontem e do hoje, e o futuro, o resultado.

Nelyse Apparecida Melro Salzedas
Editora Científica

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Poeticas-Visuais

Lançamento do Novo site!

Depois de 2 meses de muito trabalho (fora o tempo que o gasto para produzir a revista), é com muito orgulho que, finalmente, anunciamos o lançamento oficial do novo site Poéticas Visuais – a Revista do Grupo de Mestrado e Doutorado em Poéticas Visuais – Unesp-Bauru.

Buscamos criar um site que tenha um visual leve a agradável para os visitantes e que também ofereça todo o conteúdo da revista (impressa) de uma forma prática e acessível. Exatamente por isso, os leitores/visitantes podem ler os resumos e o próprio artigo (através do Google Docs) já na página da “categoria” a qual ele pertence (ex: http://www.poeticasvisuais.com.br/edicao-1/resumos/).

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Poéticas Visuais será lançada no Publicom

Recentemente a Revista Poéticas Visuais foi destaque no site do Intercom. Como ressaltou o site do evento, o lançamento oficial das edições impressa e digital ocorrerá durante o Publicom, “evento componente do XXXIII Congresso Interdisciplinar de Comunicação – Intercom, a ser realizado no período de 2 a 6 de setembro de 2010″.

“A publicação conta com um Conselho Editorial composto por vários professores dos Departamentos de Artes e Representação Gráfica, Design e de Comunicação Social da UNESP-Bauru, sendo editora científica a professora Dra. Nelyse Apparecida Melro Salzedas, e editor executivo o professor Dr. Ricardo Nicola (sócio da Intercom)”

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Os novos ambientes e as crises espaciais

Ricardo Nicola

Derrick de Kerchkove propõe e revisita nesta obra, publicada em 2001, pela Birkhäuser – Editora para Arquitetos, Suíça, um estudo aprofundado do impacto tecnológico nas condições do espaço da natureza ciberespacial. Originalmente fora publicada, no mesmo ano, pela editora italiana Texto e Immagine, de Turin.

Extrapolando a especificidade do tema e do público leitor, na obra, esse “impacto” não fica apenas restrito à compreensão do fenômeno, mas também o amplia na direção da reconstrução do próprio conceito e seus desdobramentos.

Com a assistência editorial de vários pesquisadores do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia, da Universidade de Toronto, do qual De Kerckhove foi diretor por 25 anos, The Architecture of Intelligente – The Information Technology Revolution in Architecture (A Arquitetura da Inteligência – A Revolução Informacional na Arquitetura)desvela a natureza dos processos híbridos na conceituação espacial da escrita, da simetria, da visão, e da própria forma como olhamos e/ou contemplamos os objetos e sujeitos espaciais em todas as suas dimensões, desmistificando a verticalidade e a horizontalidade do mundo a nossa volta.

Apresentado pelo Senior McLuhan Fellow, Antonino Saggio, este trabalho destaca-se como uma das mais importantes contribuições de De Kerchkhove ao mundo da cibercultura. Embora não tenha sido publicado ainda em português, é sabido que o Grupo Atopós, através da coordenação de Massimo di Felice, da Universidade de São Paulo (USP-São Paulo), um dos Senior McLuhan Fellow aqui no Brasil, tem se debruçado – ele e sua equipe– sobre essa tarefa e prevê-se sua publicação no país em breve, o que representa uma importante iniciativa acadêmica. É bom lembrar que uma edição brasileira de outra famosa obra de De Kerckhove, A Pele da Cultura, teve pelo mesmo grupo uma reedição primorosa em português, em 2009.

Em Arquitetura da Inteligência, os vários temas, que entrecruzam a concepção atemporal da espacialização, são reconstruídos por De Kerckhove em itens que vão da Invenção do Espaço, da sua fisicalidade, psicologicidade, e mentalidade, para nos mostrar as raízes dos princípios que norteam a chamada “arquitetura conectada”, que segundo o autor se assenta no triplé “a mente, o mundo e as redes”. Compreendendo como ambientes informacionais, Kerckhove desvenda e rediscute as reformatações desses ambientes, revisitando algumas das bases conceituais mcluhaniana nas quais a própria obra de arte pode ser pensada, repensada, revisitada e, até mesmo, redimensionada.

Seus ambientes confrontam plataformas que hibridizam o modus operandi da produção artística, exigindo de nós, da academia, e/ou especialistas ou não, uma nova contemplação das nuances fronteiriças das matrizes da arte. Arquitetura da Inteligência é um livro que sem dúvida alguma deve constar de nossos estudos, pois como aventa Saggio, citando a metáfora do autor, “tal qual a metáfora do Derrick sobre o peixe, que dentro do seu aquário, concebe seu espaço como o fluido que o cerca, contudo algo exige deste habitante em dar um ‘pulo’ para fora do líquido, para conhecer outras realidades, que se não é visitada, ou vivida, não o é conhecida”. Fica para nós, o recado, e Arquitetura da Inteligência o faz com maestria.

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