Lançamentos das Poéticas Visuais

Encontram-se encerradas as novas edições dos Livros da Série Poéticas Visuais - Arte & Tecnologia e Arte & Linguagem , volume 4 e 4A (edição especial) reimpressão 2014/2017 com temas atuais e vinculados aos estudos das artes nas interfaces da linguagem e da tecnologia. Verifiquem o download, na parte inferior, em nossa página os números já publicados. Além dos livros, estamos comemorando um número expressivo de acessos ao nosso site, que já ultrapassa 210 mil no mês. Isto representa uma conquista importante - dentro do universo digital - para uma revista acadêmica especializada em Arte. Agradecemos aos internautas por tanto prestígio! Quanto à nova edição da Revista Poéticas Visuais, versões impressa e on-line, vol. 8, número 1, Edição Anual Especial - a mesma já tem lançamento oficial em Julho de 2018, e aproveitamos, também, para enfatizar que o editor-executivo e cientista renomado Dr. Roger Malina, da aclamada revista Leonardo, do Massasuchetts Institute of Technology - MIT - integra desde novembro de 2014 o corpo de Consultores Científicos da Revista Poéticas Visuais, o que muito nos orgulha. Além da Professora Dra. Analice Dutra Penteado, uma importante pesquisadora da Universidade do Rio Grande do Sul, UFRGS, que integra o Programa de Pós-Graduação em Educação e Artes da mesma universidade. Especialista de destaque no campo das artes visuais. O CALL FOR PAPERS do vol. encerrado. As versões impressa e on-line do Vol. 8, n. 1, Edição Especial Anual, já encontra-se disponível a partir de Julho de 2018 no site. Acessem e realizem download de todo o conteúdo no portal. Nossas saudações acadêmicas e atentem-se sempre para os novos CALL FOR PAPERS. Esperamos, sempre, contar com tanto carinho e atenção de todos vocês! Ricardo Nicola.

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Editorial, Vol. VIII, n. 1

O espelho, como reflexo silencioso da imagem, pode ser visto na arte verbal e plástica. Também pode ser vista a arte verbal funcionando como espelho, função essa chamada por Gandelman (1980) de papier-miroir. Abona-se aquele autor em obras de Proust e Kafka, aproximando-as do desenho e estudando a proximidade da letra e suas metamorfoses em imagens, de suas metamorfoses em corpos desenhados. Reforça a proposta de Gandelman o dizer de “Hommens regardez – vous dans le papier!”. Segundo ele, letra do papel metamorfoseia-se em imagens silenciosas do corpo; o corpo, em fisionomia; a fisionomia do texto naquela do próprio escritor, uma vez que um escritor que se propõe a re-apresentar o mundo com suas paisagens, personagens, sociedade acaba por descobrir em cada palavra, frase, traço, linha, a sua própria fisionomia, o seu visage. Outra ponderação de Gandelman a ser considerada é a relação Moi, Je, Miroir. Assim sendo, vê-se que o moi que não é o je, o Moi, para construir-se, tem a necessidade de transformar o papel projetado em miroir, fazendo com que o escritor se espelhe em suas palavras que se tornam imagens. Pelo visto, o olhar no texto, que já pode ser visto como espelho, torna-se tátil, e cria uma dimensão ótica-tátil, pictural-verbal ou verbal-pictural. Assim sendo, o mundo silencioso de Beethoven torna-se um miroir pelas suas notas musicais; os retratos de Van Gogh tornam-se um espelho silencioso pelas suas pinceladas; e Graciliano Ramos em “Vidas Secas” constrói um ritmo sonoro através do silêncio do texto. E a nação brasileira também constrói o seu miroir através do grito silencioso da sua arte: a Mulher que Chora Pedra em Portinari. Nelyse Salzedas

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